Por Mauro Wjuniski
O artigo do Sr. Galston no Wall Street Journal começa com uma afirmação correta: o Hamas nunca vai se render. Mas termina com um pensamento ilusório — de que “uma coalizão regional manteria a ordem e financiaria a reconstrução”.
A verdade é: nenhum país quer se envolver no caos de Gaza. Nenhuma nação está disposta a aceitar refugiados palestinos. Preferem manter todos os palestinos confinados dentro de Gaza, nas piores condições de guerra. Por quê? Porque isso serve aos seus interesses políticos. Assim, podem continuar culpando Israel por “genocídio”, “fome”, entre outras acusações.
Hamas realmente nunca se renderá. Tampouco devolverá os reféns. A organização está 90% destruída, e sua única carta na mesa são os reféns. Se os libertarem, perdem tudo.
O presidente Donald Trump, assim como países europeus e boa parte do mundo, deseja que Israel resolva a situação. Mas Israel não pode aceitar uma solução que mantenha o Hamas no poder em Gaza.
Contudo, há uma solução real: o Catar.
O Catar se apresenta como o “mediador neutro” nas negociações de cessar-fogo e libertação de reféns. Mas não se engane — o Catar não é neutro. O Catar é perigoso.
O país abraçou completamente a ideologia radical da Irmandade Muçulmana, fundada no Egito no início do século XX. O Catar é hoje o maior financiador do terrorismo islâmico no mundo. Injetou bilhões de dólares em universidades dos Estados Unidos, em ONGs anti-Israel e redes de influência por toda a Europa.
Portanto, em vez de pressionar Israel para recuar ou aceitar uma paz inviável, o presidente Trump — e o mundo — deveriam pressionar o Catar. O Catar deve ser forçado a pressionar o Hamas: a se render, a libertar todos os reféns e a enviar sua liderança ao exílio.
Essa é a única solução realista para o fim da guerra em Gaza.
