Por Editorial
Quero falar de paz do jeito que o povo sente: com os pés no chão e os olhos no céu. Paz não é um uma manchete de jornal; é o momento em que uma mãe junta as mãos em oração de agradecimento, um pai e um avô voltam a respirar. É a hora em que o ônibus com os reféns chega, a sirene silencia, o gerador do hospital liga e o caminhão de ajuda humanitária cruza a fronteira. Foi isso que defendemos em 2025: uma paz que se mede com gente viva, ambulâncias que passam e calendários escolares que voltam ao normal.
O meu raciocínio é simples. Primeiro, gente. Onde há sequestro, não há política séria; há barbárie. Por isso, a libertação de todos os reféns é a chave que abre todas as outras portas: só assim se criam pausas, retirada e ajuda humanitária, que não dependem do momento. Depois, reconstrução: água, energia, remédios, escolas abertas. Por fim, garantias: regras claras e consequências graves para quem tenta romper o que foi combinado. Quando essa sequência existe, a paz deixa de ser rumor e vira rotina.
Em 2025, depois que Donald Trump reassumiu a presidência, essa ordem ganhou um timing que fez diferença. Não vou dourar a pílula: conflitos e interesses são complexos. Mas houve um fio condutor: paz pela força. Pressão onde precisava, incentivo para quem cooperou e, sobretudo, foco no que resgata a vida comum. O cessar-fogo em Gaza com a meta explícita de trazer todos os reféns para casa não foi um gesto abstrato; foi um roteiro com datas, listas, comboios agendados. No Cáucaso, rivais históricos sentaram para assinar um acordo que abre caminho à normalização. Na Ásia e na África Central, trégua e compromisso reduziram o barulho das armas. Pode haver fragilidade? Claro. Mas cada dia sem mísseis e sem tiros salva vidas, e isso já é vitória moral.
Alguém pode perguntar: “E o Nobel da Paz?” A minha régua é a do mundo real: menos mortes, mais reencontros; menos medo, mais aula; menos fome, mais trabalho. Se esse critério valer, a indicação faz sentido não por afeto, mas por entregas. O resto, brigas de estilo, frases de efeito, é espuma. O que fica são famílias inteiras voltando a viver.
Há também a dimensão que a razão não dá conta sozinha. Em Butler, num instante em que tudo poderia ter acabado, a vida do Presidente foi poupada. Ele próprio reconheceu publicamente a mão de Deus. Para mim, esse episódio tem duas lições. A primeira é gratidão: quando a morte passa por um fio, a única resposta adequada é agradecer. A segunda é responsabilidade: vida guardada pede obra feita. Se Deus preserva, é para servir melhor; se o governante fica de pé, é para proteger inocentes, conter agressores, curar feridas e manter a palavra.
Filosoficamente, isso é muito claro. Agostinho nos lembra que paz é tranquilidade que nasce de ordem justa; Hobbes ensina que o medo da guerra empurra os homens à razão; Arendt nos convida ao recomeço. Em 2025, vimos um governo tentando organizar essas três forças: força que protege, misericórdia que socorre e começo que não se esgota depois da manchete do dia.
Quero deixar esta síntese do meu pensamento: paz é a que cabe no bolso e no coração.
Cabe no bolso quando reduz o custo dos alimentos que põem comida na mesa de uma família esfomeada e devolve estabilidade a economia local.
Cabe no coração quando o telefone toca e a voz do filho sequestrado diz: “estou voltando”.
Quando um governo entrega esse tipo de resultado, sem vergonha de usar a força para proteger, ele honra a confiança do povo e, no meu olhar, honra também a bênção recebida.
A Deus, toda a honra e toda a glória; ao Presidente, o dever de seguir servindo para que a paz não seja um instante, mas um hábito.
