O silêncio que custou vidas: por que ivermectina e hidroxicloroquina foram bloqueadas e o que os diários de Fauci revelam agora.
Durante os anos mais sombrios da pandemia, autoridades de saúde pública nos Estados Unidos e em diversos países inclusive no Brasil desencorajaram, restringiram e, em alguns casos, criminalizaram o uso de dois medicamentos baratos, seguros e há décadas conhecidos: a ivermectina e a hidroxicloroquina. A justificativa oficial sempre foi a mesma: “falta de evidência científica robusta”.
Hoje, sob a gestão do secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., documentos internos, diários pessoais e depoimentos começam a pintar um quadro diferente e profundamente alarmante.
A lógica que nunca foi admitida em público
Críticos e agora o próprio secretário Kennedy argumentam que a existência de tratamentos precoces eficazes ou mesmo promissores representava uma ameaça existencial ao modelo de autorização de emergência (EUA) das vacinas e ao discurso único que transformou a injeção em “única saída”.
Não se tratava apenas de ciência. Tratava-se de narrativa, de poder e de um projeto bilionário. Se o público acreditasse que existiam opções terapêuticas acessíveis, a urgência pela vacina experimental e a aceitação de riscos ainda não totalmente conhecidos diminuiria drasticamente.
Grandes ensaios clínicos posteriores (TOGETHER, RECOVERY, PRINCIPLE, entre outros) não confirmaram benefício clínico significativo da ivermectina e da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19 na maioria dos cenários. Autoridades reguladoras usaram esses resultados para fechar o debate. O que muitos médicos e pesquisadores independente questionavam e continuam questionando é a velocidade com que qualquer evidência positiva ou anecdótica foi descartada, enquanto a promoção das vacinas recebia tratamento privilegiado, inclusive com censura de opiniões dissonantes.
O que os diários de Anthony Fauci estão revelando
Nas últimas semanas, o secretário Robert F. Kennedy Jr. trouxe a público trechos de diários e documentos internos de Anthony Fauci, obtidos após buscas em servidores governamentais e entregues ao senador Rand Paul. Segundo Kennedy, os registros mostram uma dissonância gritante entre o que Fauci dizia em público e o que registrava em privado.
Entre as revelações mais perturbadoras está a indicação de que, meses após receber a vacina em uma coletiva de imprensa altamente publicizada, Fauci teria sofrido um infarto pulmonar — um dos efeitos adversos raros, mas reconhecidos, associados a certas vacinas contra a Covid-19. Ele teria sido tratado pelos melhores especialistas dos Estados Unidos. No mesmo período, segundo Kennedy, Fauci continuava minimizando publicamente a gravidade e a frequência desses eventos adversos.
Kennedy foi direto: “Ele nunca contou a ninguém. Foi tratado pelos melhores médicos da América enquanto dizia a todo mundo que aquilo não era um evento adverso.”
Os diários também revelariam contradições sobre máscaras, imunidade natural e eficácia das vacinas. O secretário de Saúde descreveu o comportamento de Fauci como marcado por “narcisismo eufórico” e priorização da exposição na televisão em detrimento da saúde pública.
O que acontece agora com Fauci?
Anthony Fauci, que recebeu perdão preventivo do ex-presidente Joe Biden, está convocado a depor nesta semana perante o comitê do Senado liderado pelo senador Rand Paul. Kennedy e congressistas republicanos já deixaram claro: o perdão de Biden não cobre mentiras futuras. Se Fauci incorrer em perjúrio novamente, poderá enfrentar processo criminal.
A pressão é histórica. Pela primeira vez, quem comandou a resposta americana à pandemia está sendo confrontado com seus próprios registros privados enquanto um crítico declarado das políticas daquela época Robert F. Kennedy Jr. ocupa o cargo máximo da saúde pública dos Estados Unidos.
A pergunta que ecoa agora não é apenas jurídica. É moral e política: quantas vidas poderiam ter sido salvas se o debate sobre tratamentos precoces tivesse sido permitido em vez de sufocado? Quantos efeitos adversos graves foram minimizados para proteger a narrativa da vacina como solução única?
A história ainda está sendo escrita. Mas os documentos que começam a sair dos servidores e dos diários já não permitem o mesmo silêncio de antes.
A verdade, finalmente, está sendo forçada a aparecer.
