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Home » Genocídio de Drusos na Síria e o Silêncio Global
Espiritualidade e Religião

Genocídio de Drusos na Síria e o Silêncio Global

Marcos SusskindBy Marcos Susskindjulho 21, 20255 Mins Read
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Por Marcos L. Susskind

O mundo assiste, praticamente calado, a um verdadeiro genocídio, cometido com a mesma barbárie do que foi o holocausto nazista contra os judeus. As vítimas, desta vez, são os Drusos na Síria.

Mas quem são os Drusos? Onde vivem, no que acreditam e por que estão sendo caçados de forma tão violenta?

Os Drusos são árabes que praticam uma religião monoteísta, cujo conhecimento é exclusivo dos próprios Drusos e mantido em segredo para os demais. O pouco que se sabe é que sua fé se originou do islamismo xiita, do qual se separou. Eles acreditam em um Deus único, na reencarnação e na eternidade da alma. A religião foi fundada no final do século X, e novos adeptos foram aceitos até o ano de 1043. Desde então, não há conversão à fé drusa — só são reconhecidos os casamentos entre Drusos. Se um fiel, homem ou mulher, se casar com alguém fora da comunidade, é automaticamente excluído da religião, assim como seus descendentes.

São um povo pequeno em número, estimado entre 800 mil e 2 milhões de pessoas, vivendo majoritariamente em áreas montanhosas do Líbano, da Síria e de Israel, com pequenas comunidades em outros países.

Sweida, sul da Síria. Em meio aos escombros, o povo druso resiste. Israel é o único país que oferece ajuda concreta para impedir seu extermínio.

Os Drusos se identificam como árabes, e sua língua e cultura também são árabes. Como mencionado, os casamentos inter-religiosos são raríssimos e fortemente desencorajados.

A perseguição aos Drusos na Síria não é recente, mas a violência extrema das últimas semanas superou tudo o que já havia acontecido. Motivações religiosas e políticas intensificaram a inimizade entre grupos beduínos e sunitas sírios contra os Drusos.

A origem da atual onda de ódio remonta à revolução que derrubou a ditadura da família Assad, em dezembro passado. Há poucos dias, foi divulgada uma gravação insultando o profeta Maomé, atribuída a um líder druso. Mesmo com a negativa da autoria, os ânimos beduínos se exaltaram, e aldeias drusas ao sul de Damasco foram atacadas. Tropas regulares do exército sírio, aparentemente, se uniram aos beduínos e cometeram massacres brutais em vilarejos drusos.

Um dos hospitais de El Sweida foi invadido, e todos os pacientes, médicos, enfermeiros e funcionários administrativos foram mortos — massacrados de forma bárbara.

A incitação por parte de membros do atual governo aumentou ainda mais a sede por sangue. Um assessor do presidente Al-Julani declarou à mídia árabe voltada aos Drusos:

“Saiam de Jaramana, saiam de todas as áreas mistas. A luta de vocês não é só contra os sírios, é contra todo o mundo muçulmano. Vamos caçá-los onde estiverem. Faremos com vocês o mesmo que fazemos com os judeus. Vocês não são diferentes dos israelenses. Onde houver um druso, cortaremos sua cabeça — seja homem, mulher ou criança.”

Israel abriga a terceira maior comunidade drusa do mundo. Praticamente todos os homens drusos israelenses servem ao exército, sendo árabes extremamente leais ao país. Judeus e Drusos em Israel mantêm entre si um verdadeiro pacto de sangue.

Diante da tragédia na Síria e do profundo senso de irmandade entre os Drusos, mais de dois mil veteranos drusos do exército israelense assinaram uma carta declarando intenção de se juntar à luta em defesa de Sweida, a principal cidade drusa na Síria.

Israel foi o único país a se prontificar a defender os Drusos sírios e a impedir seu genocídio. Tropas israelenses atacaram tanques sírios que se dirigiam a El Sweida, e o governo israelense enviou um último aviso diplomático a Damasco: haverá uma intervenção militar direta caso os ataques continuem.

Embora tenha sido anunciado um cessar-fogo, os confrontos persistem em Sweida. Combatentes beduínos, aliados ao regime, seguem atacando milícias e civis drusos. A violência já resultou em pelo menos 940 mortos.

Infelizmente, outros grupos sunitas, não beduínos, também aderiram aos ataques, apesar do cessar-fogo. Há ameaças de massacres nas casas dos Drusos.

As imagens dos ataques são acompanhadas de humilhações públicas, especialmente contra clérigos drusos idosos, que tiveram suas barbas e bigodes raspados — um ato de violência simbólica e religiosa, já que esses elementos têm profundo significado na fé drusa.

O líder espiritual druso, Sheikh Hikmat al-Hajri, denunciou o governo de al-Shara:

“Eles agem com a crença de que minorias, seitas e religiões diferentes da deles são todas infiéis. Nosso povo e nossos mortos nunca foram ‘gangues’ e nunca serão. Aguardamos uma constituição que traga justiça e base para o progresso. Já não confiamos em um regime que se autodenomina governo. Todos temos a mesma opinião sobre esse governo e suas facções terroristas.

Um governo não mata seu povo por meio de grupos a ele afiliados e, depois do massacre, alega que foram ‘elementos desonestos’.

Não confiamos mais na presença de representantes desse governo entre nós — são máquinas de matar e sequestrar com mentalidade sectária.

Pedimos à comunidade internacional que não continue a ignorar nossa situação e apelamos por assistência urgente, na esperança de uma resposta imediata que ponha fim ao derramamento de sangue.”

Neste 21 de julho, é esperado que entre em vigor um cessar-fogo definitivo, seguido por uma troca de prisioneiros entre os diversos grupos envolvidos nesta trágica luta fratricida na Síria.

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Marcos Susskind

Marcos Susskind, jornalista brasileiro conservador vivendo em Israel, é o analista político da Voz Magazine no país. Reconhecido por sua perspicácia e análises profundas sobre Israel, Susskind possui vasta experiência em questões do Oriente Médio, oferecendo perspectivas únicas sobre as complexidades políticas da região. Seus artigos são informativos e esclarecedores, ajudando os leitores a entender melhor o cenário político e suas implicações globais. Como uma voz respeitada e confiável, ele contribui regularmente com análises detalhadas que destacam os desafios e oportunidades no Oriente Médio, fortalecendo a compreensão e o engajamento dos leitores da Voz Magazine.

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